Chek-up Médico Periódico

Dr. Celso Báez do Carmo.

CREMESP 57.071

 Check-up Médico Periódico

Se a vida útil de um pneu de avião for hipoteticamente de até 60 dias de uso contínuo, alguém periodicamente avaliará as condições do equipamento em cada vôo para garantir a integridade física dos passageiros e da tripulação, até a sua substituição efetiva. .

 “Se o pneu do avião dura até 60 dias, quanto vive o brasileiro”?

Nos últimos 10 anos, a expectativa de vida de um brasileiro aumenta em média quase 4 meses por ano, segundo o nosso Ministério da Saúde. Uma criança nascida em 2011 tem a esperança de vida de atingir 73 anos e 10 meses em média. O mais difícil será passar o primeiro ano de vida. Em 2009 tivemos 23 óbitos de brasileirinhos com menos de um ano de vida em cada 1000 crianças nascidas vivas. No mesmo ano o Japão perdeu 3, a França e a Alemanha perderam 4 e os Estados Unidos perderam 6 crianças antes de completar um ano de vida para cada 1000 crianças nascidas vivas. O Haiti perdeu 64 crianças e Serra Leoa perdeu 105 crianças em cada 1000 nascidas vivas.

Se Você tem a pretensão de pelo menos ficar na média do que afirma o Ministério da Saúde do Brasil sobre a esperança de vida, é bom pensar em realizar um bom check-up periodicamente para se garantir.

Entenda primeiro que o check-up não é a oportunidade para realizar todos os exames de laboratório que o seu plano de saúde autorizar. Converse com o seu médico de confiança e tente compreender que o motivo para cada exame solicitado. Lembre-se que check-up é “Consulta Médica” bem feita.

 “Do que morre o brasileiro?”

Agora veja o quadro seguinte sobre as dez principais causas de óbito para o sexo masculino no Brasil em 2005:

 

 

 

“Do que morre a brasileira?”

Veja também o quadro seguinte sobre as dez principais causas de óbito para o sexo feminino no Brasil em 2005:

 

 

“Sabendo do que se morre, podemos viver mais e melhor.”

Os quadros anteriores explicam o motivo do seu médico de confiança dar uma atenção maior para o avaliação imediata do risco das doenças cardiovasculares: (principalmente o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral). São as duas principais causas de óbito independente do sexo.

Terá atenção especial a investigação para os fatores de risco: sedentarismo, obesidade, tabagismo, etilismo, consumo de drogas lícitas e ilícitas, stress, alterações do colesterol, triglicérides e ácido úrico, o tipo de alimentação e a qualidade do seu sono.

 “É fundamental a investigação”:

• do Diabetes Mellitus, (com a medição da glicemia e hemoglobina glicada).

• da Hipertensão Arterial (com aferição periódica dos níveis da sua pressão arterial ou até mesmo com a realização do MAPA, Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial).

• das outras doenças cardíacas (com a realização de um Eletrocardiograma), como a Insuficiência Cardíaca (através de um possível estudo com Ecocardiograma) e as Arritmias Cardíacas (com possível estudo com Eletrocardiologia Dinâmica, o Holter ECG 24 horas)

• das doenças respiratórias como o Enfisema Pulmonar e a Asma (com um RX Simples de Tórax). Para estas últimas será motivo de destaque a interrupção do tabagismo.

• É importante a avaliação dos rins, com simples exames de uréia, creatinina, sódio, potássio, Urina I com Urocultura e Antibiograma. Especialmente entre os diabéticos e hipertensos, a investigação deve ser ampliada com estudo com Ultra-sonografia dos Rins e das Vias Urinárias, de acordo com a avaliação do seu medido de confiança.

 “Atenção com a Imunização”:

Já que o vírus Influenza e as Pneumonias estão em destaque, cabe o entendimento da importância da prevenção com o uso de Vacinas contra a Gripe em especial, mas também com todas as vacinas do calendário brasileiro. Fique o destaque para a vacina contra a Hepatite B para os profissionais da área de saúde. Se Você costuma viajar para o interior do país é bom se prevenir contra a Febre Amarela.

 “Previna-se contra o Câncer”:

O Câncer representado pela Neoplasia Maligna da Mama feminina, é o carro chefe para mostrar que a prevenção é fundamental. Seu médico de confiança recomendará após a consulta a realização da Mamografia e da Ultra-sonografia das Mamas todos os anos, a partir dos 40 anos. Se houver casos de parentes diretos na família o exame deve ser antecipado. Toda mulher já com atividade sexual deve realizar o exame ginecológico com o Exame citopatológico do Colo de útero, o famoso exame de Papanicolau,

Para os homens cabe a informação da necessidade de pesquisar com o Urologista as alterações da Próstata a partir dos 45 anos, com o exame de toque prostático e através dos exames de pesquisa do Antígeno Prostático Específico.

A partir dos 50 anos, recomenda-se tanto para os homens como para as mulheres a realização de estudo com Endoscopia Digestiva Alta e Colonoscopia para a pesquisa de possíveis tumores do aparelho digestivo. Ressaltamos a realização prévia da pesquisa com o CEA, Antígeno Carcinoembriogênico, marcador para os tumores do intestino.

“Previna-se com informações sobre a Dependência Química”:

A violência afeta principalmente o homem jovem e aqui fazemos o destaque para associação especial com uso de drogas ilícitas e a dependência química. É importante passar esta informação ao seu médico de confiança sobre o uso de álcool e drogas para que ele conduza uma possível investigação sobre doenças como Hepatites, Doenças Sexualmente Transmissíveis e o próprio HIV-AIDS.

 “Abra os olhos”

Se os acidentes de transportes terrestres estão também em destaque cabe a orientação para uma consulta anual de rotina ao seu Oftalmologista, para descartar o Glaucoma, as lesões da retina e até os simples problemas relacionados com o grau das suas lentes. Saiba mais sobre a progressão de sua Miopia, Astimagtismo, Presbiopia e até mesmo se Você tem Catarata.

Frisamos que o propósito deste texto é explicar a importância do check-up como ferramenta de prevenção. Procure o seu médico de confiança para uma boa consulta médica. Não perca esta oportunidade!

Dr. Celso Báez do Carmo.

CREMESP 57.071

Fontes:

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/coletiva_saude_061008.pdf

http://www.aereo.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/lineage-1000-cockpit-foto-embraer.jpg

 


Considerações sobre Pressão Arterial

Dr. Celso Báez do Carmo

CREMESP 57.071  

Considerações sobre

a Pressão Arterial


 

O que é pressão?          

           

O dicionário Michaelis define pressão como a ação ou efeito de premer, de comprimir e de apertar.
Também define como a ação que um corpo exerce sobre a superfície em que pousa.
É a força exercida por um fluido em todas as direções.

           O sangue do interior do nosso corpo exerce uma força ao passar pelas nossas artérias e veias, impulsionado pelo coração. Assim o sangue ao passar por uma veia produzirá a pressão venosa e ao passar por uma artéria, produzirá a pressão arterial, objeto deste artigo. 

 

O que é artéria?

           

          Quando falamos de artérias nos referimos aos vasos sanguíneos por onde passa o sangue do nosso corpo, impulsionado a partir do coração. Quando falamos de veias nos referimos aos vasos sanguíneos por onde passa o sangue que retornará em direção ao coração. 

             De regra as artérias levam do coração o sangue rico em oxigênio e as veias trazem ao coração o sangue rico em CO2 (dióxido de carbono). Há duas famosas exceções:

  • a primeira é Artéria Pulmonar que leva o sangue rico em CO2, do
    coração aos pulmões onde o CO2 será liberado para ser eliminado durante a
    expiração.

  • a segunda é a Veia Pulmonar que trará dos pulmões o sangue
    oxigenado durante a inspiração, para o coração.

 

129.600 …

Podemos afirmar que pressão arterial é a pressão exercida pelo sangue contra a superfície interna das artérias, “a cada batimento do coração”. Sendo variável
a intensidade de cada batimento cardíaco, se em um minuto o coração bater 60 vezes, teremos até 60 pressões arteriais diferentes. Mantendo esta freqüência
teremos 3600 pressões arteriais em 1 hora e até 86400 pressões arteriais em 24 horas. Se imaginarmos uma freqüência média de 90 batimentos por minuto
teremos  129600 batimentos em 24 horas ou 129600 pressões arteriais no período.

             Tudo isto é importante para a compreensão de que a aferição da pressão arterial em um momento de agitação pode não refletir a realidade do comportamento dos níveis pressóricos durante o dia. Portanto é fundamental realizar medições em momentos diferentes para se ter uma idéia da real situação da sua pressão arterial.

 Quando falamos em dois valores de pressão arterial (120 por 80 mmHg, por exemplo), estamos dizendo que neste momento os ciclos cardíacos estão acarretando uma pressão arterial que oscila entre 120 e 80 mmHg, 120 no pico da sístole (a fase de contração máxima do coração) e 80 no final da diástole (a fase de relaxamento máximo do coração).

 

O ideal: 120×80 …

Por convenção citamos primeiro o valor máximo da sístole (120 mmHg no caso citado) pelo valor mínimo da diástole (80 mmHg). Atenção: Diga 120 x 80 mmHg e evite dizer o contrário. São aceitos como valores ideais 120 x 80 mmHg e em termos gerais até 140 x 90 mmHg como valores aceitáveis. 

 A História conta que o primeiro aparelho para medir a pressão arterial foi idealizado na Alemanha por “von Basch”, que nada mais era que uma bolsa de borracha cheia de água e ligada a uma coluna de mercúrio ou a um manómetro. Este equipamento registrava apenas aquilo que hoje chamamos de pressão sistólica. Em 1896 o médico italiano Riva-Rocci a bolsa de borracha com água por um manguito de borracha mas com ar.  Em 1905 o médico russo Nikolai Korotkov desvendou os sons produzidos durante a descompressão da artéria pelo manguito de Riva-Rocci e determinou a medida da pressão diastólica. 

Risco Cardiovascular

Dr. Celso Báez do Carmo

CREMESP 57.071  

Risco Cardiovascular

 

Em 1948, cientistas da cidade de Framingham, do estado norte-americano de Massachusetts, desenvolveram o “Framingham Heart Study”, um ambicioso projeto de pesquisa em saúde para identificar os fatores comuns que contribuiriam para doenças cardiovasculares, seguindo o seu desenvolvimento por um longo período de tempo em um grande grupo de participantes, com mais de 5000 pessoas,   que ainda não haviam desenvolvido sintomas evidentes de doenças cardiovasculares, como um infarto do miocárdio ou um acidente vascular cerebral.

O estudo teve evidência científica comprovada e passou a ser largamente utilizado em todo o mundo, como uma ferramenta útil para classificar pessoas com alto, médio e baixo risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares em 10 anos, através do preenchimento de um simples questionário – o “Escore de Framingham”.

 Com o risco estimado pelo “escore” foi possível desenvolver o conceito atual de Saúde com qualidade de vida, ao recomendar medidas adequadas, que incluiram mudanças na alimentação, a interrupção do tabagismo, o combate ao sedentarismo, o controle da pressão arterial e da glicemia e a prescrição de determinados medicamentos.  

 Aproveite esta oportunidade para preencher o escore a seguir. Somando os pontos de cada item, veja o seu risco cardiovascular na tabela abaixo. Boa sorte!

 

 
Fonte: http://www.framinghamheartstudy.org/

Deficientes & Pessoas com Necessidades Especiais

Dr. Celso Báez do Carmo
CREMESP 57.071

Deficientes & Pessoas com Necessidades Especiais

Em 24 de julho de 2011, completou 20 anos a Lei 8.213/91 que determina cotas mínimas de trabalhadores com algum tipo de deficiência para as empresas com 100 ou mais empregados.

O espírito da Lei busca a integração social da pessoa com deficiência mais do que a sua simples inserção no mercado de trabalho. É necessário compreender bem este fato, pois pode ser considerado um ato discriminatório manter em uma sala de sua empresa só trabalhadores com deficiência.

O que diz a Lei?

1. Lei nº 8.213/1991 (Decretos 3.048/99 e 5.296/04): Estabelece o percentual da cota de Deficientes por empresa e o valor da multa em caso de descumprimento:

Art. 93. “A empresa com 100 ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:
• até 200 empregados: 2%;
• de 201 a 500 empregados: 3%;
• de 501 a 1.000 empregados: 4%;
• de 1001 empregados em diante: 5%;

§ 1º: A dispensa de trabalhador reabilitado ou de deficiente habilitado ao final de contrato por prazo determinado de mais de 90 dias, e a imotivada, no contrato por prazo indeterminado, só poderá ocorrer após a contratação do substituto de condição semelhante.”

O resultado do não cumprimento da legislação é a aplicação de multas que variam entre R$ 1.195,13 até R$ 119.512,33.

2. O Decreto 5296 de 02/12/2004 determinou novos parâmetros para estabelecer quais deficiências podem ser consideradas para o preenchimento da cota de 2% à 5%. São considerados para esses efeitos, em linhas gerais, as deficiências:
o Física: catalogada com o Código “A”.
o Auditiva: catalogada com o Código “B”.
o Visual: catalogada com o Código “C”.
o Mental: catalogada com o Código “D”.
o Múltiplas (Combinações de 2 ou mais deficiências): catalogada com o Código “E”.
o Os reabilitados da Previdência Social através do Núcleo de Reabilitação Profissional (NRP) do INSS: catalogados com o Código “F”.
o Obs: Foram incluídas todas as “Ostomias Definitivas e não temporárias”, catalogadas como o Código “A-11”:

Principais definições:

1. “Pessoa portadora de Deficiência”: é aquela que apresenta, em caráter permanente, perdas ou anormalidades de sua estrutura ou função psicológica, fisiológia ou anatômica, que gerem incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano. Esta é a definição fornecida pelo Decreto 914, de 06/09/1993.

2. “Pessoa portadora de Deficiência”: Considera-se, para os efeitos do Decreto Nº 5.296 de 02/12/2004, publicado no D.O.U. em 03/12/2004, que a pessoa portadora de deficiência, além daquelas previstas na Lei no 10.690, de 16 de junho de 2003, é a que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividade e se enquadra nas seguintes categorias:

• Deficiência Física.
• Deficiência Auditiva.
• Deficiência Visual.
• Deficiência Mental.
• Deficiência Múltipla.

Obs: Segundo orientação do Ministério do Trabalho e Emprego, a constatação do tipo de deficiência, deve estar de acordo com os critérios do Decreto Federal 5.296, de 02/12/2004 e deve ser consagrada através de laudo técnico assinado por Médico ou Psicólogo (para os casos de Deficiência Mental).

3. “Deficiência Física”: Traduz-se como alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, tendo como conseqüência o compromentimento da função motora,nas suas mais diversas formas. Esta é a definição fornecida pelo Decreto 914, de 06/09/1993. Veja as formas de apresentação da Deficiência Física:

• Paraplegia: Código “A-1”.
• Paraparesia: Código “A-2”.
• Monoplegia: Código “A-3”
• Monoparesia: Código “A-4”.
• Tetraplegia: Código “A-5”.
• Tetraparesia: Código “A-6”.
• Triplegia: Código “A-7”.
• Triparesia: Código “A-8”.
• Hemiplegia: Código “A-9”.
• Hemiparesia: Código “A-10”.
• Amputação ou ausência de membro: Código “A-11”.
• Ostomia: Código Especial “A-11”.
• Paralisia cerebral: Código “A-12”.
• Membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções: Código “A-13”.
• Nanismo: Código Especial “A-13”.

4. “Paraplegia”: é a paralisia dos membros inferiores.

5. “Paraparesia”: é a perda incompleta da motricidade nervosa ou muscular dos membros inferiores. Reforçando, trata-se de uma condição envolvendo os membros inferiores com paralisia incompleta do nervo ou músculo que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento.

6. “Monoplegia”: é a paralisia de um só membro ou grupo muscular.

7. “Monoparesia”: é a dificuldade de movimento de um só membro por lesão neurológica. É a condição de paralisia parcial das funções de um nervo ou músculo em um só membro, que permanece com alguma sensibilidade.

8. “Tetraplegia”: é a condição identificada pela paralisia dos dois membros superiores e dos dois membros inferiores simultaneamente.

9. “Tetraparesia”: é a condição identificada pela paresia (veja monoparesia) dos dois membros superiores e dos dois membros inferiores simultaneamente.

10. “Triplegia”: é a condição identificada pela paralisia de três dos quatro membros do ser humano.

11. “Triparesia” é a condição identificada pela paresia de três dos quatro membros do ser humano.

12. “Hemiplegia” é a condição identificada pela paralisia de um membro superior e de um membro inferior do mesmo lado do corpo humano.

13. “Hemiparesia”: é a condição identificada pela paresia de um membro superior e de um membro inferior do mesmo lado do corpo humano.

14. “Amputação”: Ato ou efeito de amputar, mutilar. Em Cirurgia é a operação pela qual se corta e separa do corpo algum membro ou parte dele. Este mesmo resultado pode ser consequência de acidente com traumatismo direto sobre algum membro ou parte dele. Os Auditores do Ministério do Trabalho e Emprego reconhecem como perda de segmento de membro as seguintes determinações do Anexo III do Regulamento da Previdência Social (Decreto Nº 3.048/99 e Decreto Nº 4.032/01):

• Perda de segmento ao nível ou acima do carpo;
• Perda de segmento do primeiro quirodáctilo, desde que atingida a falange proximal;
• Perda de segmentos de dois quirodáctilos, desde que atingida a falange proximal em pelo menos um deles;
• Perda de segmento do segundo quirodáctilo, desde que atingida a falange proximal;
• Perda de segmento de três ou mais falanges de três ou mais quirodáctilos;
• Perda de segmento ao nível ou acima do tarso;
• Perda de segmento do primeiro pododáctilo, desde que atingida a falange proximal;
• Perda de segmento de dois pododáctilos, desde que atingida a falange proximal em ambos;
• Perda de segmento de três ou mais falanges, de três ou mais pododáctilos.
• Obs: A perda parcial de partes moles sem perda da parte óssea, do próprio segmento, não é considerada para efeito de enquadramento.

15. “Ostomia”: é a abertura cirúrgica entre um órgão interno e o meio exterior. Exemplo: traqueostomia, gastrostomia, Ileostomia, colostomia . Obs: pode ser definitiva ou temporária. Para fins do cadastro de deficientes só se enquadram os casos em que a ostomia é definitiva ou irreversível.

16. “Agenesia”: é ausência de membro ou órgão, ou mesmo a formação irregular por desenvolvimento incompleto na fase embrionária.

17. “Paralisia Cerebral”: é a doença ou sequela resultante da lesão de uma
ou mais partes do cérebro, provocada muitas vezes pela falta de oxigenação adequada. O termo paralisia cerebral (PC) é usado para definir qualquer desordem caracterizada por alteração do movimento secundária a uma lesão não progressiva do cérebro em desenvolvimento. Dentre os fatores potencialmente determinantes de lesão cerebral irreversível, os mais comumente observados são infecções do sistema nervoso, hipóxia (falta de oxigênio) e traumas de crânio. O desenvolvimento anormal do cérebro pode também estar relacionado com uma desordem genética, e nestas circunstâncias, geralmente, observa-se outras alterações primárias além da cerebral. Em muitas crianças, a lesão ocorre nos primeiros meses de gestação e a causa é desconhecida.

18. “Membros com deformidade congênita ou adquirida exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções”: Os Auditores do Ministério do Trabalho e Emprego destacam um exemplo de deformidade a seguinte determinação do Anexo III do Regulamento da Previdência Social (Decreto Nº 3.048/99 e Decreto Nº 4.032/01):
• Encurtamento de membro inferior: maior que quatro (04) cm.

19. “Nanismo”: é a anomalia caracterizada por pouco desenvolvimento ou interrupção prematura do crescimento de um indivíduo. É o conjunto de caracteres que os anões apresentam.

20. “Deficiência Auditiva” ou “Disacusia”: é o distúrbio auditivo em que há uma percepção alterada da intensidade e da frequência sonora, provocando sensível desconforto no indivíduo e até, dependendo do grau, perda da audição. Consideramos um indivíduo com audição normal aquele que ouve em todas as frequências do audiograma entre 0,25kHz e 8 kHz, até 25 dB. Para os Auditores do Ministério do Trabalho e Emprego só é considerado portador de Deficiência Auditiva o portador de perda auditiva média de 41 dB ou mais, aferida por audiograma nas freqüências de 500 Hz, 1.000 Hz, 2.000 Hz e 3.000 Hz.
• Obs: Como esta decisão está embasada pelo Decreto nº 3.048 de Outubro de 1999, acreditamos que os empregados contratados anteriormente a esta data e que tivessem perda entre 25 dB até 40 dB também deveriam ser cadastrados como Portadores de Deficiência Auditiva.

21. “Deficiência Visual”: é a perda ou redução da capacidade visual em um ou ambos os olhos, com carácter definitivo, não sendo susceptível de ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou cirúrgico.
De entre os deficientes visuais, podemos ainda distinguir os portadores de cegueira e os de visão subnormal.
• Uma pessoa é considerada cega se corresponde a um dos critérios seguintes: a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, isto é, se ela pode ver a 20 pés (6 metros) o que uma pessoa de visão normal pode ver a 200 pés (60 metros), ou se o diâmetro mais largo do seu campo visual subentende um arco não maior de 20 graus, ainda que sua acuidade visual nesse estreito campo possa ser superior a 20/200. Esse campo visual restrito é muitas vezes chamado “visão em túnel” ou “em ponta de alfinete”, e a essas definições chamam alguns “cegueira legal” ou “cegueira econômica”.
• Nesse contexto, caracteriza-se como indivíduo com visão sub-normal aquele que possui acuidade visual de 6/60 e 18/60 (escala métrica) e/ou um campo visual entre 20 e 50º.
• Pedagogicamente, delimita-se como cego aquele que, mesmo possuindo visão sub-normal, necessita de instrução em Braille (sistema de escrita por pontos em relevo) e como possuidor de visão sub-normal aquele que lê tipos impressos ampliados ou com o auxílio de potentes recursos ópticos.
• Para fins de avaliação pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Cegueira é a condição em que a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica.
• Para fins de avaliação pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Baixa Visão é a condição em que a acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho com a melhor correção óptica.
• Para fins de avaliação pelo Ministério do Trabalho e Emprego, os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o.
• Ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores.
• Obs: Em 13/10/2009, a Justiça do Trabalho reconheceu Visão Monocular como Deficiência Física com direito à cota de vaga, como previsto no artigo 93 da Lei 8.213-91. Esta decisão judicial tomou por base a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho – MPT – (ACP nº 00471-2009-018-05-00-5).

22. “Deficiência Mental”: ou “Deficiência intelectual”, é conhecida por problemas com origem no cérebro e que causam baixa produção de conhecimento, dificuldade de aprendizagem e um baixo nível intelectual. Entre as causas mais comuns deste transtorno estão os fatores de ordem genética, as complicações ocorridas ao longo da gestação ou durante o parto e as pós-natais. O grande enigma que se coloca diante dos pesquisadores é como detectar ainda na vida dentro do útero estas características. Embora seja possível identificar a maior parte dos casos de deficiência mental na infância, infelizmente este distúrbio só é percebido em muitas crianças quando elas começam a freqüentar a escola.

Também é definida, pelo Ministério Público do Trabalho, como o funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e com limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:
• Comunicação;
• Cuidado pessoal;
• Habilidades sociais;
• Utilização dos recursos da comunidade;
• Saúde e segurança;
• Habilidades acadêmicas;
• Lazer:
• Trabalho;
Segundo o DSM IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais, edição de 1994), a deficiência mental é caracterizada por:
Um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, uso de recursos comunitários, auto-suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança. O início deve ocorrer antes dos 18 anos.
Ou seja, a deficiência mental, ou deficiência intelectual, não representa apenas um QI baixo, como muitos acreditam. Ela envolve dificuldades para realizar atividades do dia-a-dia e interagir com o meio em que a pessoa vive.
23. “Doença Mental”: é a que engloba uma série de condições que também afetam o desempenho da pessoa na sociedade, além de causar alterações de humor, bom senso e concentração, por exemplo. Isso tudo causa uma alteração na percepção da realidade. As doenças mentais podem ser divididas em dois grupos: neuroses e psicoses. As neuroses são características encontradas em qualquer pessoa, como ansiedade e medo, porém exageradas. As psicoses são fenômenos psíquicos anormais, como delírios, perseguição e confusão mental. Alguns exemplos de doenças mentais são depressão, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), transtorno bipolar e esquizofrenia.

Obs: Em resumo, a principal diferença entre deficiência mental e doença mental é que, na deficiência mental, há uma limitação no desenvolvimento das funções necessárias para compreender e interagir com o meio, enquanto na doença mental, essas funções existem mas ficam comprometidas pelos fenômenos psíquicos aumentados ou anormais. É importante destacar que as duas podem se apresentar juntas em um paciente. Pessoas com deficiência mental podem ter, associada, doença mental.

24. “Deficiências Múltiplas”: refere-se à concomitância de duas ou mais deficiências que se manifestam em uma mesma pessoa.

25. “Empregado Reabilitado”: é todo o segurado vinculado ao Regime Geral da Previdência Social submetido ao processo de reabilitação profissional desenvolvido ou homologado pelo INSS, e portanto, portador de Certificado Especial da Previdência Social. Com este Certificado o empregado é considerado elegível para participar automaticamente da Quota de Deficientes da Empresa.

26. “Estágio Probatório”: é o nome que se dá ao período de tempo em que o empregado portador de deficiência realiza um treinamento em uma atividade e/ou função compatíveis, na própria empresa, para fins de realibitação profissional. O período e a atividade e/ou função compatíveis são indicados à Empresa pelo Núcleo de Reabilitação Profissional (NRP) do INSS. Este programa de treinamento é realizado enquanto o empregado se encontra afastado do trabalho. Reforçando, este processo de reabilitação profissional é desenvolvido pelo INSS, com o empregado ainda na condição de afastado do trabalho por motivo de “doença ou acidente”, “pessoal ou ocupacional”, realizando treinamento em atividade especialmente designada pela Equipe de Reabilitação do INSS, por período em geral de até 30 dias, na própria empresa.

27. “Certificado de Reabilitação Profissional”: é o documento emitido pelo Núcleo de Reabilitação Profissional (NRP) do INSS que reconhece o processo de readaptação do empregado em atividade / função compatível tornando-o apto novamente para o exercício profissional, apesar de suas limitações. Este documento reconhece automaticamente a condição de empregado portador de Deficiência para fins de cumprimento da Lei 8213/91, que estabelece cotas para a contratação pelas Empresas, de empregados portadores de deficiência, de acordo com o número total de empregados.

28. “F30”: é o código determinado pela legislação, que classifica o empregado reabilitado pelo Núcleo de Reabilitação Profissional (NRP) do INSS.

29. “Pessoa com mobilidade reduzida”: é aquela que, não se enquadrando no conceito de pessoa portadora de deficiência, tenha, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporariamente, gerando redução efetiva da mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção, de acordo com o Decreto nº 5.296 de 02/12/2004.
O disposto acima aplica-se, ainda, às pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos, gestantes, lactantes e pessoas com criança de colo.

Dr. Celso Báez do Carmo.
CREMESP 57.071

Fontes:

1.http://1.bp.blogspot.com/_yhm9R01NQyI/TPaIaE4kovI/AAAAAAAACLU/Lha3FsNu12g/s1600/pessoas_com_deficiencia.png
2.http://nickmartins.com.br/atualidades/wp-content/uploads/2010/04/vagas-para-deficientes.jpg
3.http://www.salvadorneto.com.br/wp-content/uploads/2011/05/deficiencia.jpg
4.http://4.bp.blogspot.com/_ZUlsFGqcuG4/Sh9DGi3oA-I/AAAAAAAAAfE/zoLzTq2O9BU/s400/cego.gif
5.http://images02.olx.com.br/ui/2/15/16/20990916_1.jpg

Sedentarismo

Dr. Celso Báez do Carmo.

CREMESP 57.071 

 

Combatendo o Sedentarismo

 Quando o médico lhe avisa que a sua pressão arterial está elevada ou que o seu colesterol está muito alto, você nem imagina que algo pior ainda está por ser descoberto. Seis em 10 pessoas vão confirmar que não fazem 30 minutos de atividade física por dia e em três vezes na semana, de modo habitual e permante. Cabe assim mais um diagnóstico: o “sedentarismo”, que por definição é a qualidade de quem é sedentário, ou ainda do latim “sedentariu” é o indivíduo que não exercita o corpo e o conserva inativo.

O paciente toma remédio, faz dieta, faz exames de laboratório mas não se dá conta em boa parte dos casos que o que ele mais precisa é combater o sedentarismo, praticando atividade física de modo regular e constante.

Desorientados e assustados, surgem os atletas de finais de semana que mergulham, de modo equivocado, na “piscina do risco das grandes lesões”, algumas até fatais, em razão da falta de condicionamento físico.

Surgem também pessoas que resolvem celebrar com a saúde, e com grande emoção acordam cedo em um domingo para correr não só para vencer, mas também para caminhar ao lado de jovens de espírito de todas as idades, pelas ruas de uma cidade.  Eles procuram integrar esta prática na rotina diária não como obrigação mas como uma nova forma de prazer e satisfação.

Se Você não quiser correr ou caminhar, procure por uma outra atividade esportiva para trabalhar o seu fôlego. Seu desempenho vai melhorar consideravelmente e você vai se surpreender na sua próxima consulta ao seu médico. Até lá!

Foto Central : http://destaques.cache.rdonline.com.br/300/165f76eff2.jpg

Foto Percurso: http://4.bp.blogspot.com/-YEary3IAbH8/TgPHMg1FFUI/AAAAAAAADIo/NKjmSR50-60/s1600/percurso%205km.jpg

 Foto Logo Meia Maratona de SBC:  http://www.correrpelomundo.com.br/wp-content/uploads/2011/06/SBC_meiamaratona_2011_logo.jpg


 

 

Alimentação ruim pode causar depressão!

 

Uma alimentação ruim pode dobrar o risco de depressão. A pessoa que tem sua o padrão alimentar baseado em carnes processadas, gorduras trans e saturadas, cereais refinados, açúcar e aditivos alimentares (corantes, conservantes etc.) está com o risco duplicado de ter depressão na meia idade. O estudo, publicado no British Journal of Psychiatry, acompanhou quase 3.500 homens por cinco anos, no Reino Unido.

O padrão alimentar foi definido em dois grupos: alimentação integral (alto consumo de vegetais, frutas e peixe) e industrializada (alto consumo de doces, frituras, carne processada, gorduras trans e saturadas e cereais refinados). O mais alto grau diz respeito à ingestão dos alimentos de cada grupo seis ou mais vezes por dia; o grau mais baixo significa que os alimentos não são consumidos nunca ou menos de uma vez por mês.

Após cinco anos, os participantes responderam a um questionário padronizado para medir sintomas de depressão.

Os pesquisadores fizeram, então, os ajustes para eliminar  fatores como atividade física, doenças crônicas, tabagismo, condições sociodemográficas, hábitos de vida, parâmetros médicos e depressão preexistente. Mesmo excluindo esses potenciais influenciadores, o grupo com o padrão alimentar baseado em alimentos industrializados apresentou o     dobro de chances de desenvolver depressão.

Para Tasmine Akbaraly, coordenadora do estudo, o efeito deletério dos alimentos industrializados na depressão é uma descoberta nova. E ainda segundo a pesquisadora, mais estudos deverão ocorrer para explicar essa associação, mas a hipótese é que ela se deve ao maior risco de inflamação e doenças do coração, que estão envolvidas na depressão.

Os pesquisadores do Departamento de Epidemiologia e Saúde Pública da University College, em Londres, e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica de Montpellier, na França, utilizaram a base de dados do estudo de coorte Whitehall 2, que envolve vários países e inclui no total 10.308 pessoas.

Fonte: http://www.corposaun.com/alimentacao-risco-depressao/13317/

Alimentos, Cuidando de Seu Coração

 

Conheça alguns alimentos que podem proteger e manter em ótimas condições seu coração e os vasos sanguíneos.

As doenças cardíacas tem sido um problema crescente nas últimas décadas e em grande parte o problema é causado por fatores como estresse e pela má alimentação. Conheça alguns alimentos que ajudam o sistema cardiovascular a se manter sempre saudável.

Azeite de oliva – Óleo rico em antioxidantes que atuam diminuindo o acúmulo das placas de gordura nas paredes das artérias.

Peixe – Alimento de ricas propriedades saudáveis, tem boas quantidades de ômega-3, que dificulta a formação de coágulos e estabiliza arritmias cardíacas. São ótimas opções o salmão, a sardinha e a truta.

Cereais Integrais – Tem alguma influencia na diminuição da pressão arterial devido a queda na absorção do sódio, sendo um bom adjuvante na alimentação de hipertensos.

Soja – Entre suas várias propriedades benéficas tem sido utilizada para controlar os níveis de colesterol.

Tomate, Jabuticaba, Amora e Uva – São alimentos ricos em flavonóides e protegem as células arteriais e melhoram a elasticidade das artérias.

Chá Verde – Tem sido utilizado muito nos últimos anos, é rico em flavonóides e antioxidantes proporcionando a diminuição do colesterol e das placas gordurosas no sangue.

Lembre-se que os alimentos podem servir de maneira positiva aos propósitos da saúde, mas não devem ser usados para substituir os tratamentos convencionais. Oriente-se com seu médico sobre o uso de medicamentos em conjunto com alimentos para que isso não atrapalhe algum tratamento que esteja realizando.

Fonte: http://www.osabetudo.com/alimentos-cuidando-de-seu-coracao/